sábado, 23 de junho de 2012

O silêncio.

O silêncio.
Sábio e divinizado silêncio.
Incomparável plenitude...
Silêncio: soturno inebriante.
Voz dos anjos, auspício dos demônios.
Suplício dos homens. Hospício dos deuses.

Diz-se prece. Revela-se praga.
Eu e eu. Horrores do Eu sou eu.
Quão magistral e magnífica companhia o Eu.
Quão pequeno o eu.

Eu e eu. Eu e deus.
Quão tolo deus.
Quão dolo aos teus.
Sublime sabedoria: um diploma e todos
os demais são fátuos fatos de enfados.

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