terça-feira, 11 de setembro de 2012

PROMESSA - O profeta


Sou um devoto fazedor de sonhos
Um homem que segue o destino
A minha sombra nem sempre me acompanha
Nem sempre acredito haver um ser divino

Nem sempre acredito que há coisas para acreditar
Nem sempre uma viagem tem um feliz fim
Já acreditei no imenso do sentir de gente
Que me disse sentir tanto por mim

São tão perfeitas as flores
Não morrem, apenas se despem das cores
Sou tão imperfeito nesta forma humana
São tão estúpidos certos sentires

Deixei de esperar que acontecesse a madrugada
Larguei as esperanças ao Sol-posto
Parei um instante no caminho
Para recolher o desdém de um rosto

Está de luto o amor
Veste de negro na procura do sol
Um barco deriva sobre as ondas
Na procura de um farol

Na procura do meu Norte
Subo as águas de uma anunciada partida
Desejo de partir para uma terra azul
Cada um tem a sina que lhe dá a puta da vida
Os caminhos são sempre de alguém
As pegadas no pó são marcas que ninguém olha
As dores são apenas um protesto da alma
O rumo é sempre incerta escolha

Divagações de uma alma de esmorecida chama
Que alumia um coração esquecido em triste travessa
Não liga com nada este tonto poema
Surgiu na lembrança de uma…Promessa…

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